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Saiba a importância de realizar a manutenção periódica da sua suspensão

Marcelo Ricardo Rocha
Engenheiro Técnico

A suspensão de um veículo é responsável por absorver as imperfeições do terreno e dissipar a energia, minimizando os impactos que o condutor sentirá. Muitos motociclistas acreditam que a única função do conjunto é oferecer conforto durante a utilização, entretanto, esse sistema é fundamental para garantir a segurança durante a condução.

O sistema tradicional é composto por uma mola e um amortecedor. A mola possui a função de sustentar o peso do veículo, enquanto o amortecedor, tem o papel de absorver a energia da mola quando ela se deforma ao passar por um obstáculo. Se a suspensão apenas possuísse uma mola, ao passar por uma lombada, por exemplo, o veículo continuaria a oscilar por um longo período, até que a energia fosse dissipada.

A importância do fluido de suspensão

Abaixo, temos três curvas que mostram a oscilação de um corpo ao transpor um obstáculo. Na horizontal, temos a escala do tempo e, na vertical, a amplitude do deslocamento. Na curva azul, não há amortecedor atuando, logo, o sistema oscila várias vezes até voltar a posição neutra (y = 0). A linha rosa representa um sistema com muita força de amortecimento, no qual o corpo rapidamente volta a sua posição original. Esse rápido retorno pode causar desconforto ao condutor do veículo. Já a curva amarela, retrata o cenário ideal, retorno suave sem que ocorram oscilações.

Curvas de posição do corpo em função do tempo para 3 sistemas com diferentes amortecimentos

Uma suspensão com fluído de qualidade, que atenda as especificações do fabricante e que esteja dentro no intervalo da vida útil, garantirá ao motociclista o máximo controle durante todas as manobras (acelerações, frenagens e curvas), pois o conjunto mola-amortecedor assegurará que o pneu esteja o máximo de tempo em contato com o solo.

Agora, vamos entender como uma suspensão trabalha.

A introdução da suspensão na motocicleta

Em um sistema rígido, no qual não há a presença de uma mola e amortecedor, a transposição de um obstáculo causará a perda de contato do pneu com o chão por um intervalo longo de tempo. Vamos pensar em uma bicicleta, sem suspensão, passando por um tachão de trânsito (a famosa tartaruga, olho de gato, entre outros nomes conforme a região). A roda, ao se chocar com o tachão transferirá toda a energia da mudança de direção do movimento para o condutor, o que causará um desconforto. Todavia, pensando somente no quesito segurança, o momento crítico vem após o tachão terminar, no qual o condutor depende exclusivamente da força da gravidade para que o pneu retome o contato com o chão. Durante este período, caso seja necessário realizar alguma manobra, o veículo não responderá como esperado, visto que a roda se encontra sem contato com o solo, o impedindo de mudar de direção ou acelerar/desacelerar. Em alguns casos, a energia do impacto com o solo é tão grande que a roda volta a perder o contato. Este evento se repete até a energia, proveniente de transpor o obstáculo, seja totalmente dissipada.

Na imagem abaixo, podemos visualizar a trajetória da roda, em azul, e a trajetória do corpo, em vermelho, para um sistema rígido.

Sistema rígido transportando um obstáculo

Em um sistema que possui suspensão, ao transpor o mesmo obstáculo do exemplo acima, a mola se deformará, amenizando o movimento passado ao condutor, e o amortecedor irá conter a energia da mola, a impedindo de oscilar. Deste modo, o pneu fica em contato com o chão mais tempo quando comparado ao sistema rígido.

Sistema mola-amortecedor transportando um obstáculo

No manual do proprietário da motocicleta consta um plano da manutenção programada. Nele, é possível encontrar o período em que se deve verificar se há vazamentos da suspensão e quando se deve substituir o fluído. Em nosso guia de aplicação temos as informações de qual linha, viscosidade e volume você deve aplicar em sua moto conforme as especificações do fabricante.

Conheça os produtos para suspensão da linha Fork Oil

Os produtos para a suspensão dianteira estão divididos em duas linhas:

Fork Oil Expert

A linha Expert é destinada para aplicações de uso cotidiano, podendo ser utilizada em qualquer tipo de suspensão (convencional ou invertida) e possui tecnologia Technosynthese®. Sua base sintética garante uma estabilização da viscosidade do fluído ao longo de uma grande faixa de temperatura. Também possui aditivos antidesgaste, anticorrosivo e antiespumante em sua composição, além de proteger os retentores e ser compatível com elastômetros. Em frascos de 1 L, a gama conta com as viscosidades 5W (Light), 10W (Medium), 15W (Medium/Heavy) e 20W (Heavy).

Produto para suspensão

Fork Oil Factory Line

A linha Factory Line é destinada paras as motocicletas que exigem um maior desempenho da suspensão. Sua composição 100% sintética reduz a fricção interna, especialmente dos tubos e retentores devido ao exclusivo aditivo antifricção desenvolvido pela MOTUL. Também possui em sua composição aditivo antiespumante de alta performance que evita a transferência de ar para o sistema, mantendo a performance da suspensão. E aditivos antidesgaste, extrema pressão e anticorrosivo. Além de garantir a proteção dos retentores. Em frascos de 1 L, a gama conta com as viscosidades 2,5W (Very Light), 5W (Light), 7,5W (Light/Medium) e 10W (Medium).

Produto para suspensão

Há também um produto destinado exclusivamente para o amortecedor traseiro devido a maior temperatura de trabalho dele, entretanto este assunto ficará para um próximo texto.

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