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300V² – A evolução do lendário 300V

Marcelo Ricardo Rocha
Engenheiro Técnico

Há 50 anos, em 1971, o Motul 300V foi o primeiro lubrificante automotivo 100% sintético a base de éster apresentado ao mercado. Hoje, apresentamos a reformulação do óleo de competição mais tradicional das pistas, o 300V².

O éster garantiu ao 300V uma composição diferenciada e o tornou referência quando o objetivo é extrair a máxima performance do motor. Neste texto, contamos um pouco mais da história do nosso lubrificante de alto desempenho.

Após cinco décadas do primeiro lançamento, nosso produto passou por atualizações, visando atender a demanda das competições pela máxima potência dos motores atrelado a confiabilidade deles.

Recentemente, a Motul evoluiu o produto, não só o atualizando, mas também alterando a origem do seu óleo básico.

Conheça o novo 300V²

A partir de bases orgânicas, derivadas de fontes renováveis de origem vegetal, o novo lubrificante destinado a competição gera 18% menos de carbono durante o seu processo de produção.

A tecnologia ESTER Core® segue presente, sendo o estado da arte dos ésteres, que combinados com óleos básicos sintéticos de altíssimo desempenho e um pacote de aditivos exclusivos, excedem todas as normas existentes e garantem a obtenção de máxima potência e torque do motor.

Na geração anterior, o uso do 300V era segmentado em 2 aplicações:

  • 300V Factory Line Road Racing: destina-se ao uso em superbikes
  • 300V Factory Line Off Road: é destinado a todas aplicações off-road.

O 300V² unificou essas aplicações em um só produto. Apresentado na viscosidade 10W-50, ele pode ser utilizado em veículos de competição de diversas modalidades, como Superbike, Moto Cross, Enduro, ATV’s e UTV’s.

Veja as vantagens do 300V²

1- Aumento do torque do motor

Devido aos modificadores de atrito presentes em sua composição, a nova formulação permitiu o aumento de torque na faixa baixa de rotação do motor. Isto impacta na aceleração da motocicleta, gerando uma resposta mais rápida. Durante os testes, realizados com base em uma Honda CRF 450 Rally, o 300V² apresentou 1% de aumento do torque do motor, quando medido em dinamômetro;

2- Aumento da potência máxima

Com os novos modificadores de atrito, houve um ganho de potência em alta rotação. Em um teste no dinamômetro realizado em uma Suzuki GSX-R 1000, o aumento foi de 1,3 HP a 14.000 RPM;

3- Maior aderência dos discos da embreagem

Com um aumento de 2,3% da fricção entre os discos da embreagem, o novo óleo permite uma melhor transmissão do torque e controle da tração em qualquer condição de condução;

4- Maior confiabilidade da caixa de câmbio

Sua nova base garante uma película lubrificante mais resistente ao desgaste por cisalhamento. O ensaio FZG (Forschungsstelle für Zahnrader und Getriebebau) avalia as propriedades lubrificantes e o desgaste entre os flancos dos dentes das engrenagens. Com o  novo pacote de aditivos, houve apenas 0.26% de pitting em um dos 16 dentes depois de 300 horas de teste a 3000 rpm. Isto significa desgaste virtual zero das engrenagens

5- Maior durabilidade do óleo

Em dois ensaios realizados, o 300V² apresentou índices de resistência a oxidação maiores do que os seus concorrente de mercado. Durante o PDSC (Pressure Differential Scanning Calorimeter), teste que avalia o tempo de indução da oxidação de um óleo exposto a alta temperatura (210°C) e pressão  em uma atmosfera controlada, ele  mostrou um tempo de indução da oxidação de 176,8 minutos. Tempo este que equivale a 44%. Já no Daimler Oxidation Test, o tempo de oxidação de um fluido exposto a uma combinação de alta temperatura (156°C), fluxo de ar (10L/h) e um catalisador, os resultados obtidos após 168h de teste mostraram mais resistência contra oxidação e estabilidade da viscosidade.

A melhora nos testes de oxidação garante ao óleo um mais horas de uso, sem comprometer a proteção do motor.

6- Limpeza melhorada do motor

Por meio do método “Panel Coker Test”, avaliou-se a tendência do óleo a formar depósitos ao entrar em contato com superfícies do motor a altas temperaturas (320°C). Neste cenário, o 300V² gerou baixos níveis de carbonização, uma qualificação 7.6% maior que a do 10W-50 concorrente, usado como referência. Com isso, a nova formulação permite uma melhora na limpeza interna do motor e um rendimento constante do motor ao longo do período de uso.

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